domingo, 5 de agosto de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
foto-poesias
Mesmo sendo um pequeno caderno com apenas 24 páginas (edição artesanal...), a sua apresentação foi um momento único, na tarde de 19 de Maio.
Sei que o ambiente familiar, a amizade entre os presentes e a própria apresentação de Ermelinda Toscano, foram propícios à tal "magia", que nem sempre acontece.
Tanto eu como o Alberto Afonso ficámos muito agradados pelas palavras amigas e também pela vontade de declamar os vinte poemas (e também vinte fotografias, de Almada e Cacilhas...) da nossa autoria.
Houve vários poemas que foram lidos três vezes, um ou dois quatro, outros duas vezes, só um ou dois é que apenas foram declamados apenas uma vez...
Até houve estreias públicas, como foi o caso da Gena.
Que tarde bem passada, em especial para os autores.
sábado, 26 de maio de 2012
Outros Livros (1)
Em 2010 escrevi a biografia, "Henrique Mota, Atleta, Treinador, Dirigente e Escritor", sobre uma das grandes figuras da cultura e do desporto almadense do século XX, que tive a honra de conhecer e ter como amigo.
Além do livro também comissariei uma exposição fotográfica evocativa da sua vida, que teve lugar na Sala Pablo Neruda do Fórum Romeu Correia, em Setembro de 2010, onde também foi apresentado o livro (no dia em que faria noventa anos...).
Estupidamente não quis assinar a autoria do livro, colocando o meu nome na ficha técnica como coordenador (erradamente até aparece como autor o meu amigo Diamantino Lourenço, revisor da obra, por gralha da tipografia...) e não como autor. Fiz isso porque além das duas primeiras partes, em que faço a sua biografia e também uma análise crítica à sua obra literária, também são publicados doze contos, premiados no "Concurso Literário Henrique Mota", organizado pela SCALA e pelo Ginásio Clube do Sul em 2002, subordinado ao conto desportivo.
domingo, 22 de abril de 2012
O Meu Poema para a "Festa da Poesia de Almada"
A SCALA fez mais uma vez um caderninho de poemas, que divulgou e ofereceu aos autores no dia 21 de Março, Dia Mundial da Poesia, durante a realização da "2ª Festa da Poesia de Almada", no Salão de Festas da Incrível Almadense.
Este foi o meu poema:
beleza
triste
Caminhas só e em silêncio,
No meio do frio e da gente
Sem soltar qualquer lamento
Muito menos o teu grito urgente.
Grito de quem é mulher-objecto
Tratada como mercadoria
E usada neste mundo masculino
Sem espaço para o sonho e fantasia.
Queres muito chegar a casa
Deixar as ruas vagabundas
Descansar de mais um dia feio
Que te deixou marcas profundas.
Um homem oferece-te uma frase batida
Porque nada esconde a tua beleza
Nem mesmo os dramas da vida
Que pintam o teu rosto de tristeza.
Luís
Milheiro
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Os Dois Novos Livros
No passado sábado foram apresentados em Almada dois novos livrinhos da minha autoria, "A Dança das Palavras" (vinte e oito histórias curtas publicadas no "Largo da Memória") e "Almoço de Poetas do Ginjal" (prosa poética...) que já estão disponíveis para todos os interessados.
Basta entrarem em contacto através do e-mail colocado ali mesmo ao lado...
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Dois Novos Livros
Não lhes devo chamar livros, já que cada um deles tem apenas 32 páginas.
São dois pequenos livros, um de prosa poética, outra de histórias curtas (estas publicadas na blogosfera...).
O primeiro trata-se de uma segunda edição, revista e aumentada, que tem como título, "Almoço de Poetas no Ginjal". Quase que lhe poderia chamar um sonho escrito, em que me surgem poetas de quase todos os lados, como palavras ditas ao Tejo (palavras retiradas de poemas e livros, que falam sobre o melhor rio do mundo).
A sua apresentação será no próximo dia 18 de Fevereiro.
Esta é a capa da primeira edição.
Entretanto vou dando notícias...
domingo, 4 de dezembro de 2011
Os Livros que Não Teria Escrito se... (4)
"Cacilhas - o Comércio, a Indústria, o Turismo e o Desenvolvimento Sociocultural e Político da Localidade Ribeirinha" foi a continuação do livro que escrevi em 2007, com o meu amigo Fernando Barão. É um livro mais completo, porque tenta complementar o que tinha sido escrito anteriormente, numa tentativa de abarcar o que de mais importante tinha ocorrido em Cacilhas, nos últimos duzentos anos. Além disso foi escrito com mais tempo, pôde respirar, ao contrário da obra anterior, escrita em meses.
De alguma forma foi o fechar de um ciclo, embora tenha consciência que Cacilhas ^continua a ser um "filão" quase inesgotável, tal foi a sua riqueza durante todo o seculo XX, especialmente no campo da indústria.
sábado, 26 de novembro de 2011
Os Livros que Não Teria Escrito se... (3)
"Cacilhas, a Gastronomia, a Pesca e as Tradições Locais", escrito novamente de parceria, com o meu amigo Fernando Barão, foi o que correu melhor, pois entendemos-nos perfeitamente e a sua construção foi bastante equilibrada.
Também acabou por ser o livro de maior sucesso na Freguesia. Logo na sessão de lançamento fomos desafiados a fazer um segundo volume...
Na primeira parte identificamos todos os restaurantes e tascas de Cacilhas, desde o século dezanove até à actualidade, oferecendo inclusive algumas receitas de caldeiradas. Na segunda historiamos a pesca e apresentamos as principais embarcações usadas no rio Tejo.
Na terceira parte, elegemos várias tradições locais, com relevo para a procissão da Nossa Senhora do Bom Sucesso.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Os Livros que Não Teria Escrito se... (2)
O segundo livro que escrevi sobre Cacilhas foi mais uma biografia e foi escrito novamente em parceria, com o poeta Alberto Afonso.
Não estava no meu horizonte escrever esta obra, mas houve uma série de acontecimentos que fizeram com que aceitasse o desafio de Alberto Afonso, cuja experiência literária se resumia até então à poesia. Além do seu pedido de apoio, também havia a responsabilidade de honrar os compromissos assumidos pela SCALA perante a Junta de Freguesia de Cacilhas, editora e proponente da obra.
Hoje, à distância de seis anos, sinto que esta minha colaboração no enriquecimento da história local, foi feita sobretudo pela amizade que me unia (e une) a Alberto Afonso e a Idalina Alves Rebelo, filha do biografado.
Trata-se da história de um jovem operário que chega a mestre geral dos estaleiros "Parry & Son" e a comandante dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, onde desenvolveu um trabalho humanitário notável. No últimos anos da sua vida ainda conseguiu reunir as suas memórias em duas obras de grande valor histórico, pelos acontecimentos que nos são relatados com grande rigor. Falo de "Cacilhas dos Tempos Idos" e de "Almada Terra Nossa".
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Os Livros que Não Teria Escrito se... (1)
Se a Junta de Freguesia de Cacilhas não tivesse proposto a realização de um protocolo literário com a SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, não teria escrito quatro livros sobre a Localidade Ribeirinha.
O primeiro foi a biografia, "José Elias Garcia - Esboço Biográfico", editado em 2005.
Depois do desafio, faltava escrever a obra. Foi então que Abrantes Raposo me convidou para escrever a obra em parceria. Aceitei e aprendi muito. Até sobre a ingratidão das pessoas, que acham que o facto de se possuir uma boa biblioteca é suficiente para se escrever livros...
Mas o mais importante mesmo foi descobrir quem foi Elias Garcia, sobre quem não havia qualquer obra escrita, o que nos obrigou a um trabalho mais criterioso e objectivo.
E para quem não sabe, Elias Garcia foi uma das principais figuras do republicanismo da segunda metade do século XIX, tendo sido inclusive eleito deputado para dois mandatos, sendo também vereador do Município de Lisboa, onde teve um papel decisivo na educação, com a abertura das primeiras duas escolas primárias públicas na Capital.
Maçónico do GOL, foi seu grande mestre na década de oitenta do século dezanove.
E claro, era natural de Cacilhas.
domingo, 4 de setembro de 2011
Os Livros, Desafio e Paixão
1 - Existe um livro que relerias várias vezes?
Existem vários livros. Mas gosto de reler sobretudo poesia. Fernando Pessoa, Sophia ou Zé Gomes Ferreira, são autores de sempre…
2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Não. Dantes lia tudo até ao fim, mesmo aqueles livros chatos, por teimosia e dedicação à leitura. Hoje quando um livro me começa a chatear, coloco-o logo de lado.
3 - Se escolhesses um livro para ler no resto da tua vida, qual seria?
Não sei. Penso que preferia passar o resto da minha vida a olhar, a recordar, a escrever que a ler.
4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
Vários. Recordo dois, que estão na estante há mais de dez anos. “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, de Saramago e o “Fado Alexandrino”, do Lobo Antunes. Não acho muita piada aos livros de quinhentas páginas…
5 - Que livro leste cuja «cena final» jamais conseguiste esquecer?
Nenhum. Raramente memorizo cenas.
6 - Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual o tipo de leitura?
Tinha. Lia sobretudo banda desenhada. Os “livros sem bonecos” não abundavam lá em casa…
7 - Qual o livro que achaste chato, mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Não digo… mas são vários.
8 - Indica alguns dos teus livros preferidos.
Tenho um hábito, quando gosto de livro, tento ler todos os que posso dos seus autores, ao ponto de ler quase toda a sua obra. Por isso prefiro falar de autores preferidos: Camilo Castelo Branco, Aquilino Ribeiro, Miguel Torga, Ernest Hemingway, John Steinbeck, Luís Sepúlveda, José Cardoso Pires. Vou referir dois livros que também gostei muito, porque não tiveram continuidade, “O Que Diz Molero “, de Dinis Machado e “Sinais de Fogo, de Jorge de Sena.
Por exemplo, agora estou a gostar de conhecer J. Rentes de Carvalho.
9 – Que livros estás a ler?
Estou a começar a ler, “Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia”, de J. Rentes de Carvalho.
A décima pergunta era para desafiar dez leitores a responderem a este inquérito.
Desafio desde já todos os comentadores que quiserem, a responder ao desafio, que me foi colocado pela Isamar.
O óleo é de Michael Garmash.
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