segunda-feira, 19 de agosto de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Treze Anos Depois...
É uma sensação estranha, ver alguém a folhear um livro que escrevemos. Apetece sempre dizer qualquer coisa, mas...
"Almada e a Resistência Antifascista", foi publicado em 2000. Lembro-me, que, pouco tempo depois de ser apresentado e estar disponível na Biblioteca Municipal, vi-o nas mãos de um grupo de alunos do secundário. Senti uma vontade enorme de me apresentar, mas contive-me. Pensei que poderia ajudar ou tirar alguma dúvida, mas segui viagem...
Treze anos depois voltei a ver um leitor já de meia idade a folheá-lo, absorvido por uma das três partes que constam do livro.
Claro que não o interrompi...
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Uma Quinta Cheia de Surpresas
Embora ainda não soubesse muito bem o que iria fazer, resolvi fazer passar uma folha, em que eles registavam três coisas: o animal preferido, aquilo que mais gostavam de fazer e a sua palavra preferida.
Com estes dados acabei por escrever uma história, "Uma Quinta Cheia de Surpresas", colocando toda a turma lá dentro, com os seus animais preferidos, algumas brincadeiras, e claro, as suas palavras bonitas...
Fiz um pequeno caderno e ofereci à "rapaziada", e claro, à professora.
Fiz um pequeno caderno e ofereci à "rapaziada", e claro, à professora.
Segundo os comentários da minha filha, todos gostaram da história e bateram palmas.
A capa foi feita a partir de um desenho da minha filha, claro.
domingo, 26 de maio de 2013
33 Moaxahas a Lisboa
No dia 18 de Maio, dia Internacional dos Museus, o Município de Lisboa organizou "Uma Noite no Castelo", com uma sessão de poesia onde foram apresentadas e declamadas "33 Moaxahas a Lisboa", uma construção poética das árábias, muito singular, deixada por Alandaluz.
Participei com uma "Moaxaha", que publico aqui e que faz parte do caderninho bonito, organizado por Ernesto Matos com as "33 Moaxahas a Lisboa".
Lisboa é muito
mais que uma canção
Ou um fado que
nos toca o coração
É
uma mulher com ar de menina
Cuja
beleza não só nos ilumina
Como
se expande de colina em colina.
Lisboa nunca
dorme nem sofre de solidão
Pois abraça a
noite e o dia com a mesma paixão
E
como ela gosta de respirar livremente
De
dizer que é sua e de toda a gente
Que
a percorre apaixonadamente,
Sem se desviar
da palma da sua mão
E que sente um
bater mais forte no coração.
“Ninguém
poderá conhecer uma cidade se não a souber
interrogar,
interrogando-se a si mesmo.”
(José Cardoso Pires, in
“Lisboa Livro de Bordo”)
terça-feira, 23 de abril de 2013
Aí os Livros! Que Boa Chatice!
Por hoje ser o Dia Mundial do Livro vou oferecer dez livros aos visitantes que demonstrarem interesse em conhecer a minha escrita, cinco de "A Dança das Palavras" e outros cinco do "Almoço de Poetas no Ginjal".
Esta oferta é válida para os dez primeiros comentadores que se mostrarem agradados e interessados nesta minha oferta.
Agradeço que depois me enviem um e-mail para o contacto disponível neste blogue, onde poderão deixar a vossa morada para depois o carteiro levar os livros ao seu destino.
O óleo é de Sasha Hartslief.
domingo, 21 de abril de 2013
As Actas do Primeiro Encontro Sobre Património de Almada e Seixal
Foram hoje apresentadas as "Actas - 1º Encontro Sobre Património de Almada e Seixal", editado pelo Centro de Arqueologia de Almada.
Participei neste (e também no segundo encontro que terminou hoje...) encontro com a seguinte comunicação: "A Indústria Vinícola de Cacilhas nos Séculos XIX e XX", que faz parte destas actas.
Gostei bastante do trabalho final. Estamos todos de parabéns: os autores, o Centro de Arqueologia de Almada e (principalmente) os coordenadores da obra, a Elisabete Gonçalves, o Francisco Silva e a Vanessa Dias.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Porque Hoje é Dia de Poesia...
Porque hoje é o Dia Mundial da Poesia, transcrevo um dos meus poemas que fazem parte do livro, "A Incrível e a Poesia ao Longo dos Tempos (1884 - 2012)", que foi coordenado por mim e pelo meu amigo Carlos Guilherme e apresentado no sábado passado.
A Minha
Incrível Sociedade
És a minha Sociedade
Fundada na simplicidade
E na paixão pela musicalidade
Depressa te tornaste realidade
Nesta Terra de solidariedade.
Resististe à divisão e maldade
Aos tempos de maior dificuldade
Porque sempre foste fiel à verdade
Sempre apostaste na liberdade.
És a minha Sociedade
És dona de uma Incrível realidade
Que nos enche de felicidade
E nos dá tanta fraternidade,
És a estrela da Almada-cidade
Vives o presente sem saudade
Mas com memória da tua idade.
É por tudo isto que gosto de ti de verdade
Por seres a minha, minha Incrível Sociedade!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Gente de Letras de Almada
Quando a SCALA se preparava para festejar o seu décimo aniversário, tive a ideia de fazermos uma obra colectiva sobre a Gente de Letras de Almada, uma espécie de Dicionário bio-bibliográfico.
Efectuei alguns contactos e houve quatro companheiros de letras que aceitaram o desafio e colocámos mãos à obra.
Conseguimos fazer 389 biografias (depois do livro publicado apareceram mais umas dezenas, é sempre assim...) e penso que prestámos um bom serviço ao Concelho de Almada, que ficou a conhecer-se um pouco melhor no campo das letras.
Mas esteve longe de ser um parto fácil. Um dos elementos desistiu a meio (Artur Vaz), embora tenha constado como autor. E os restantes quatro, nem sempre se entenderam, como acontece nestas coisas.
Mas como já disse é uma obra que honra a SCALA, Almada e os autores, claro: Victor Aparício, Diamantino Lourenço, Luís Alves Milheiro, Abrantes Raposo e Artur Vaz.
Refiro-me a "Gente de Letras com Vínculo a Almada", editada em 2005.
Refiro-me a "Gente de Letras com Vínculo a Almada", editada em 2005.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Estilhaços do Espelho...
Depois de ter feito centenas de entrevistas, também tive direito ao meu momento de "respondedor", que acabou por ser editado num pequeno caderno, intitulado, "Estilhaços do Espelho de um Homem Vulgar que Escreve Livros", em 2002.
A "perguntadora" foi a Ana Sofia Vaz...
Falámos de muitas coisas, inclusive do meu primeiro livro, o romance, "Bilhete para a Violência".
Ela perguntou-me: «Porque é que começaste logo com um romance? Não era mais fácil escreveres uns contos?»
Eu respondi: «Na altura pensei escrever uma estória sem saber ao certo o que iria sair. Comecei a escrever, primeiro a um ritmo suave, que foi aumentando, até se tornar uma obsessão, ao ponto de ter passado grande parte das noites de Verão de 1992 agarrado ao computador, como se fosse a coisa mais importante da minha vida.»
domingo, 13 de janeiro de 2013
Uma Fotografia Curiosa
Estava a "arrumar" fotografias quando descobri esta brincadeira feita durante a Feira do Livro Incrível, organizada em 2011 pela Incrível Almadense, no hall do antigo cinema, hoje transformado em bar e sala de espectáculos musicais e não só.
A imaginação colocou o meu primeiro livro na mão de um modelo que apareceu por alí...
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Um Comentário Fez-me Regressar ao Começo...
A Maria do Rosário Pedreira publicou o texto, "Conselhos aos Jovens", nas suas "Horas Extraordinárias", que visito diariamente e onde comento sempre que me apetece (muitas vezes, diga-se de passagem...).
Ela abordou a relação entre os escritores consagrados e quem se inicia, ou quer iniciar, neste mundo, com uma perspectiva pouco positiva, até pelos exemplos que ofereceu.
Isso fez com que comentasse hoje, contando quase a história da vida do meu primeiro livro, o romance, "Bilhete para a Violência". Como escrevi quase um "testamento", achei por bem reproduzi-lo aqui, na minha "Carroça...
«Ontem não me apeteceu dizer
nada, por achar que o tema nos poderia levar para mais que um lugar. Sei que há escritores e
escritores, pelo que as generalizações são sempre polémicas. Sei também, por experiência própria, que quando somos
mais jovens e andamos a girar à volta do nosso primeiro livro, somos invadidos
por uma inocência e uma vontade de partilhar, que pode não ser a mais
recomendável. E os passos seguintes
podem ser "tiros no escuro", com decepções à mistura, ou "golpes
de sorte".
Embora o primeiro romance que escrevi seja banal e tenha passado despercebido (“Bilhete para a Violência” - terminado em 1992, publicado em 1995), contou com ajudas importantes de três escritores.
Como na altura praticava o jornalismo com entrevistas, tive a felicidade de entrevistar "gente do alto", como dizia Wilson Brasil, que no caso particular que vou focar, por serem escritores, fez com que falássemos de livros e até nos encontrássemos várias vezes para falar da literatura e de outras coisas. Refiro-me a Dinis Machado, Francisco José Viegas e Inês Pedrosa, todos óptimos conselheiros, neste meu caso pessoal.
Dos três, Inês Pedrosa (curiosamente com quem mantive menos proximidade), ao tempo jornalista do "Expresso", foi quem demonstrou mais interesse em ler o meu manuscrito e quem fez uma melhor leitura critica (ainda guardo, religiosamente, este manuscrito anotado a lápis, com tanta informação pertinente...).
Com o Francisco aconteceu uma coisa diferente. contei-lhe ao telefone pormenores da história do meu livro e ele, do outro lado, disse-me que já tinha lido aquele romance. Imaginem a minha surpresa. como é que era possível?...
Mas era...
Era possível porque o Dinis Machado depois de ler o meu manuscrito aconselhou-me a concorrer ao prémio "Caminho Policial" e o Francisco fazia parte do júri...
Embora da "Caminho" nunca soubesse nada do livro, o Francisco falou-me posteriormente do seu percurso, que tinha sido finalista juntamente com outra obra e embora não fosse atribuído o prémio nesse ano, o júri considerou que ambas as obras deveriam ser publicadas na colecção "Caminho Policial".
Como nunca recebi qualquer indicação da "Caminho", se não fosse o Francisco, não sabia o que tinha acontecido ao meu primeiro romance, nem que tinha sido finalista, nem que esteve a um passo de ser publicado pela editora...
Desculpem ter contado quase a "história da minha vida literária". mas achei que devia dizer isto, porque cada caso é um caso, e há muita gente boa nos meios literários, que sente curiosidade por outras histórias, pelas motivações dos novos autores, etc.
Felizmente o mundo não é apenas composto por "Diderots" ou "Roths"...
Continuo a pensar que apesar de ser um risco, é preferível dar a ler aos outros o que escrevemos, que ficar escondido numa gaveta.»
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Aprender com os Erros
Uma das coisas boas da vida é dar-nos a oportunidade de aprender com os nossos próprios erros.
Em 2010 organizei e coordenei uma antologia de autores da SCALA, com trabalhos de poesia, contos, ensaios, artes plásticas e fotografia.
A ideia inicial não foi minha, assim como a forma de financiamento (prejudicial para a Associação Cultural como pensara...). Também tinha sido indicada uma data para o seu lançamento e como tive a sensação que a pessoa que tinha dado a ideia, estava à espera que o livro aparecesse sozinho, com o meu voluntarismo, coloquei mãos à obra.
Por envolver à volta de três dezenas de pessoas, foi, um processo mais lento e complexo que o desejado, o que não possibilitou que todos os autores lessem ou vissem as suas provas. A tipografia também estava com muito trabalho na altura e não tratou este livro como deveria. Não corrigiu algumas gralhas detectadas e muito menos obedeceu a prazos estabelecidos (o livro esteve quase quinze dias parado no seu interior e depois só nos foram dados dois dias para rever as provas...).
Moral da história, houve pelo menos quatro autores que se viram prejudicados, por erros inadmissíveis (falta de frases, poemas trocados ou desaparecidos, etc).
Aprendi uma grande lição: em qualquer outro trabalho colectivo que organize, todos os autores terão acesso às provas da tipografia, mesmo que a data previsível do lançamento tenha de ser adiada.
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