sábado, 21 de março de 2015

A SCALA na 5ª Festa da Poesia de Almada


O poema da minha autoria que faz parte do caderno, "A SCALA Festeja o Dia Mundial da Poesia na 5 ª Festa da Poesia de Almada" :

NOITE DE CINEMA

Durante anos fiz aquele caminho solitário,
raramente me cruzava com quem quer que fosse.
Como gostava de andar dentro da noite,
percorria caminhos secretos
dizia olá aos candeeiros
e sonhava de olhos abertos.

Por falar em sonhos, lembro-me,
que queria muito fazer um filme nocturno...
com uma mulher como tu
e também com bandidos,
mas daqueles que apenas
usam armas de plástico, quase fingidos.

Às vezes penso em ti,
talvez por não saber em que Cidade habitas,
que ruas percorres, em que língua sonhas.
Uma vez imaginei-te em Ipanema
a caminhar solta pelas ruas
atrás da noite e do cinema.

Luís Milheiro

domingo, 8 de março de 2015

8 de março, 8 poemas


Este foi o meu poema publicado no caderno "8 de março, 8 poemas", distribuído hoje, durante o Recital de Poesia de Homenagem à Mulher, que decorreu durante a tarde na Oficina de Cultura de Almada, organizado pela SCALA:

O Teu Olhar

quando te olho nos olhos,
sinto uma ternura diferente, única.

é tão bom perceber
que pouco mudou,
com o tempo.

o amor, a amizade, a paixão, o desejo,
continuam vivos e quase que se confundem…

os cabelos mais ralos e com fios brancos,
o corpo mais descaído e pesado,
não mudaram o brilho dos teus olhos
nem a ternura que partilhamos
dia sim, dia sim…

                           Luís Milheiro

(O poema foi musicado e cantado hoje por Francisco Naia)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Abraço Fotográfico e Poético


Através da SCALA e dos seus fotografos e poetas organizei a 1ª Exposição de Poesia Ilustrada no Espaço "Doces da Mimi", em Almada.

Além de ter participado com algumas fotografias, também escrevi um poema (que ilustrou uma fotografia de Clara Mestre):

A Mãe Natureza
               
Quando ouvi o chamamento
Da encantatória mãe natureza
Não resisti e fui atrás da sua beleza,
Quase levado pelo vento

Daí a nada
Apeteceu-me gritar de felicidade
Mas fiquei ali em silêncio
Numa manobra de bom senso
A ver os peixes nadarem em liberdade

Pouco depois
O silêncio foi quebrado
Por um bando de pardais chilreantes
Com almas livres e errantes
Que voavam por todo o lado

Fizeram-me perder a vontade de nadar.
Afinal o que eu queria mesmo era voar
No meio da natureza
Onde é tão fácil descobrir a beleza.

domingo, 11 de janeiro de 2015

O "Ginjal 1940, Poemas Dois"

   

Apresentei ontem este pequeno caderno de poemas, "Ginjal 1940, poemas dois", onde falo de lugares, de profissões e de pessoas, claro, quem existiam em Cacilhas e no Ginjal nos anos 1940.  

Escolhi o poema em que homenageio os Bombeiros de Cacilhas, para a "Minha Carroça":                                                 
soldados da paz e do amor

Quando passo rente ao quartel
olho para os carros e paro,
fecho os olhos e finjo escutar
as sirenes que me arrepiam a pele
quando há fogos para apagar.

Apetece-me entrar
E agradecer aos bombeiros
pela sua valentia
nas guerras de paz e amor,
pela sua enorme vontade de ajudar
quem se debate com o horror,
no meio da aflicção e da perda
e só se liberta a gritar.

Quando passo rente ao quartel
volto a sentir-me rapaz
a usar um capacete de papel
e a sonhar ser um dia
Soldado da Paz.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O Amor Existe em Marte e na Lua


O Américo (D'Souza)  fez uns desenhos e eu tentei contar uma história, ao jeito de algo que sempre se fez entre nós. E é assim que nasce o caderno, "O Amor Existe em Marte e na Lua".

Registo com agrado este "regresso" da poesia ilustrada.

No sábado à tarde fazemos uma pequena apresentação e falaremos deste "abraço" entre as artes plásticas e a poesia, no "Espaço Doces da Mimi", à partir das 16 horas, em Almada.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

"O Amor é uma Invenção do Cinema"


A primeira peça que escrevi (antes apenas redigi pequenos quadros teatrais...) volta à cena no dia 22 de Novembro, sábado, às 18 horas, no Salão de Festas da Incrível Almadense.

Será novamente encenada e representada pelo Cémico  Incrível Almadense, inserida na programação da "18ª Mostra de Teatro de Almada". 

domingo, 9 de novembro de 2014

Sport (Amizade) e Figueirinhas


O meu novo livro (há sempre um novo...) é apresentado no próximo sábado, dia 15 de Novembro, a partir das 15 horas, na sede do Sport Almada e Figueirinhas, em Almada.

É uma pequena sintese histórica de um clube popular de Almada, que comemorou no começo do ano o seu cinquentenário e tem como título, "Sport Almada e Figueirinhas, 50 Anos de Força de Vontade".

Também escrevi um poema (publicado na contracapa do livro), que divulgo aqui, em estreia:

Sport Amizade e Figueirinhas

Começaste por ser o sonho
de um punhado de homens
que gostava de futebol
e se juntavam no café
que era quase um “farol”.

Um “farol” de alegria e amizade
na já grande Vila de Almada
que juntava gente sem idade
que desenhou o Figueirinhas
de uma forma entusiasmada.

Quando Abril chegou
trouxe-nos o pão e a liberdade
e também o desporto para todos
que passou a ser
a tua grande força de vontade.

Hoje festejas o teu cinquentenário!
E tens tanta gente na memória!
(tanta, tanta, tanta gente boa)
Gente que te deu paixão e labor diário
e ficou para sempre na tua história.
  
                            Luís Alves Milheiro

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O Futebol Continua a ser um "Bilhete para a Violência"


Concordo que o presidente do Sporting fala demais, mas está longe de dizer mentiras, quando fala da forma como o seu Clube e o Benfica são recebidos no "Dragão" (e nem falo dos árbitros...), ano após ano.

Felizmente os tempos são outros, longe dos vividos final dos anos oitenta e começo dos anos noventa do século passado, época de glória do "guarda abel", que com o seu bando lançava o pânico em praticamente todos os estádios por onde passavam, com um "pelotão armado", que não se limitava a intimidar, também batia. Entre os muitos jornalistas alvos da violência portista, falo apenas de um, Carlos Pinhão, que depois de ter sido agredido em Aveiro, decidiu não voltar a fazer reportagens sobre jogos de futebol.

É também por isso que transcrevo algumas frases do meu único romance, "Bilhete para a Violência" sobre o ambiente das bancadas do velho Estádio das Antas (p 43):

«[...] Os adeptos forasteiros estavam cercados de todos os lados. Deviam sentir-se pequeninos, e evitavam as explosões de alegria. Pedro sabia o que era estar cercado por gente doente da bola e da tola. Lembrou-se da sua última visita ao Estádio das Antas como mero espectador, onde assistira a um clássico Porto - Benfica, decisivo para a atribuição do título de Campeão Nacional. O ambiente era demasiado quente nas bancadas; alguns adeptos azuis que estavam por perto, mal os ouviram falar fizeram logo os retrato-tipo de "mouros vermelhos". A partir daqui começou uma guerra surda que ia ganhando forma. Sentiam-se encurralados na bancada. O mais estranho é que não usavam cachecóis, bandeiras ou barretes encarnados, nem tão pouco eram furiosos da bola e do Benfica.
Entreolharam-se meio angustiados por serem obrigados a sentirem-se em terreno alheio. As muitas histórias da violência nas bancadas assustavam-os e não lhes permitiam brilharetes, muito menos festejos. [...]»

Mesmo não sendo sportinguista, gostava que os leões amanhã jogassem melhor e ganhassem no "Dragão", porque todos os jogos de futebol devem ser disputados apenas no relvado.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Ginjal 1940


E um pequeno caderno com apenas 14 poemas, todos eles com dedicatória, de gente ligada de alguma forma ao Ginjal, a Cacilhas e a mim próprio.

Haverá também um segundo caderno (poemas dois), sobre lugares...

Deixo aqui o primeiro poema:

                                       (ao Guilherme Coração)

preso ao fado e ao ginjal

Enquanto ela canta o fado
tu esperas, preso a um cigarro apagado.

Não sabes o que te prende ao Ginjal
mas não ficas à espera de qualquer sinal
que te diga muito mais que o essencial.
De dia andas para trás e para a frente
quase quase ao sabor da corrente
como se tudo te fosse indiferente.

De noite ganhas vida no meio da escuridão,
com as letras que escreves com o coração
e que ouves cantar com tanta paixão.
Sabes que tudo aquilo existe
Ainda que possa parecer triste,
são as palavras de quem não desiste.

A bela cantadeira continua a cantar o fado
E tu permaneces preso a um cigarro apagado.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

"O Amor é uma Invenção do Cinema"


No final de 2012 escrevi uma peça, a que dei um título provocatório, "O Amor é uma Invenção do Cinema". 

Foi escrita sem objectivos concretos, foi sobretudo uma tentativa pessoal - com mais algum fôlego que outras anteriores - de entrar no texto dramático.

Dei-a a ler a várias pessoas, para que me corrigirem e ajudassem a torná-la mais "teatral". Uma das pessoas a quem dei o texto foi Eugénia Conceição, encenadora do Cénico Incrível Almadense. Para surpresa minha ela demonstrou logo interesse em encenar e representar a peça.

E como costuma acontecer nestes casos, depois dos ensaios e da preparação cénica, "O Amor é uma Invenção do Cinema" vai ser estreado no próximo sábado, às 17 horas, no Salão de Festas da Incrível Almadense, em Almada.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

o circo da babilónia na casa (pouco) assombrada


Voltei a escrever uma pequena história, em que os protagonistas foram os alunos da aula da minha filha.

Desta vez viajei até ao circo, que teve de ser "transferido" para uma casa (que diziam assombrada...), porque o temporal resolveu fazer das suas e destruir-lhes o pano da tenda do circo...

Para ajudar as gentes do circo, os alunos também entraram no espectáculo, que foi um sucesso, claro.

O bonito desenho da capa é da autoria de Mártio.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Os Meus "Cravos da Liberdade"


Além de escrever, também gosto de fotografar coisas.

Por estarmos em Abril, a festejar os 40 anos da Revolução dos Cravos, organizei uma exposição que mistura fotografias, cravos e poemas, intitulada, "Cravos da Liberdade - fotografias com palavras".

Fiz também um pequeno folheto e também um catálogo (artesanal, claro) com as treze fotografias e os treze poemas-legendas, para oferecer a amigos.