sábado, 14 de julho de 2018
sexta-feira, 18 de maio de 2018
Ainda "Os Passeios Mágicos" com o Romeu
Dos poemas que escrevi ao Romeu Correia, deste caderninho, este é dos que mais gosto:
os
passeios mágicos
há tanto por contar
nem sei como hei-de começar
quando viajo dentro do passado
recordo algumas coisas que
descobri
quando caminhava a teu lado
e percorria os lugares
que trazias dentro de ti
era como se viajássemos de
barca
pelo leito do rio da memória
fixando o olhar nas margens
e apontando o dedo
aos imensos casarios com
história
sorrio e continuo a sentir
que o melhor das nossas viagens
era quando te tornavas teatral
e pintavas as pessoas como
personagens
oferecendo-lhes um brilho
especial
há tanto por contar
nem sei como hei-de começar
Luís
[Alves] Milheiro
terça-feira, 15 de maio de 2018
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
"A Quase Opereta de um Amor que Ganhou Pernas Asas e Fugiu"
Quando inaugurei a minha exposição de fotografia, "Arte com História e com Gente", na sede/ Galeria da SCALA, em Almada, aproveitei para lançar dois cadernos de poesia (embora hoje seja fino de "plaquettes" eu chamo-lhes "cadernos de cordel sem corda"...).
Já falei da "Praça Miguel Bombarda" e agora vou falar deste outro caderno...
É a história de uma separação de um amor louco, como normalmente são as paixões e foi inspirado num filme (isto passou-se há um ano...). Depois de escrever esta "quase opereta amorosa" pedi à Sofia Carita para a ilustrar - que fez muito bem... - e só este ano é que resolvi transformá-lo em mais um caderno de poemas...
O mais curioso, foi as duas edições curtas terem esgotado logo nas apresentações...
sábado, 17 de fevereiro de 2018
A "Praça Miguel Bombarda"
Por que este é (ou devia ser...) o blogue mais biográfico no campo das literaturas, apresento aqui, em primeira mão, o poema que dá título ao caderno de poemas que vou apresentar logo à tarde, depois da inauguração da exposição de fotografia, "Arte com Histórias e com Gente".
praça miguel bombarda
é aqui na praça
que nos encontramos
é aqui na praça
que sorrimos
que brincamos
e que nos amamos
e como eu gosto de me
cruzar
com esta gente
importante
que adora imaginar…
saem dos livros das
estantes
e dão vida aos
esquecidos
com histórias
mirabolantes
que de tão belas e
inesperadas
conseguem honrar a
memória
dos desaparecidos
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
"Romeu Correia entre palavras, olhares e sonhos"
A exposição, Romeu Correia entre palavras, olhares e sonhos", que organizámos na sede da SCALA (entre 11 e 29 de Novembro) foi um êxito.
Todos aqueles a visitaram teceram os maiores elogios. Houve inclusive o interesse por parte de três instituições (duas escolas e uma associação), para que ela se tornasse "itinerante". A ver vamos...
sábado, 18 de novembro de 2017
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
"Passeio Mágico com Romeu Correia"
Este é o poema da contracapa do meu livro, "Passeio Mágico com Romeu Correia", também ele de homenagem a Romeu...
Regresso ao Ginjal
Mesmo com o Sábado
Sem Sol,
Não escondeu a emoção,
No regresso ao Cais
do Ginjal...
Saiu do Alfa-Romeo
E deu Um Passo em
Frente,
Com as mãos escondidas
No Casaco de Fogo.
Assim que espreitou o
Ginjal
Recordou quase tudo,
De uma infância livre e
feliz:
Dos primeiros jogos do Desporto-Rei,
Dos passeios de Jangada
pelo rio,
Dos espectáculos de Bonecos
de Luz,
Das oficinas dos Tanoeiros,
E claro, dos primeiros
amores...
Sim, lembrou-se da Roberta,
Mas principalmente da Laurinda,
O seu Amor de
Perdição,
A quem chamava: «O
Céu da Minha Rua».
Mas também se lembrou de
outras
Personagens
inesquecíveis.
Era impossível esquecer
O José Bento Pessoa,
Fadista do Trapo Azul
E contador de histórias
do Bocage
Ou o Jorge Vieira,
conhecido
Como o Vagabundo das
Mãos de Ouro,
Por transformar qualquer
objecto perdido,
Numa obra de arte.
Os olhos estavam mais
brilhantes
Que nunca, neste
regresso a casa,
Cansado da sua vida de
Andarilho das Sete
Partidas...
Luís [Alves] Milheiro
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
domingo, 6 de agosto de 2017
Mário Fernandes (1917 - 2017)
Fiz um pequeno caderno com a intervenção de homenagem a Mário Fernandes, de Orlando Laranjeiro, e também com um poema que escrevi, na passagem do centenário do seu nascimento.
Mário Fernandes foi uma grande figura do associativismo e da cultura almadense.
Apanágio de um Bom Presságio
Eu não sou
saudosista
mas gosto de
viajar no tempo
ver a minha vida
passada em revista
e parar num ou
outro momento
Encontro amigos
que já partiram
revivo tantos
acontecimentos especiais
que todos os da
minha geração sentiram
mesmo que na
época, fossem coisas normais
Era um tempo
muito diferente
as
colectividades eram escolas
Os dirigentes
mestres e professores
e até a
liberdade, imaginem só, estava presente…
Existiam homens
de acção e da palavra
que inspiravam
quem os via e ouvia
e que gravavam
uma ou outra, rara
para as
repetirem em dias de euforia
Mário Fernandes era um desses homens
é por isso que o
homenageamos
por tudo o que
nos deu
Até vos dou um
exemplo:
foi Mário Fernandes que ofereceu o
“apanágio”
ao Orlando, que
nunca mais o esqueceu
E hoje, num bom
presságio
recordamos aqui
muito do que ele viveu.
Luís [Alves] Milheiro)
(Escrito
para ser declamado por Francisco Gonçalves, a pensar na sua generosa geração, que conheceu Mário Fernandes…)
segunda-feira, 3 de abril de 2017
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