domingo, 30 de dezembro de 2018

O número Quatro do "Romeo"...


Já anda por aí o número quatro do fanzine "Romeo", que eu produzi nas comemorações do Centenário do nascimento do escritor almadense Romeu Correia.

O título, "teatralidades & realidades", explica um pouco a temática. Aborda-se a sua obra teatral e também se procura saber como é que o escritor continua a ser recordado em Almada...

domingo, 23 de dezembro de 2018

O Conto para os Amigos...


A minha prenda de Natal para os amigos mais próximos foi um caderno com o conto, "Despedidas à Francesa num Outro Portugal", que faz parte da antologia, "Contos de Portugal Profundo e uma História Brasileira", editada pela Amazon.

sábado, 20 de outubro de 2018

Contos do Portugal Profundo


A blogosfera tem bastantes coisas boas. Uma delas é a interacção entre pessoas, que gostam das mesmas coisas que nós.

Alguns dos comentadores do blogue literário, "Horas Extraordinárias", de Maria do Rosário Pedreira (poeta e editora), pensaram (penso que a ideia inicial foi da Cristina Torrão...) na possibilidade de se editar uma colectânea de contos, aberta a todos os seus "comentadores-escritores", interessados em fazer parte activa da obra.

O mote foi "Portugal Profundo", segundo a visão de cada um de nós.

Aceitaram o desafio: António Breda Carvalho, António Luiz Pacheco, Cláudia da Silva Tomazi, Cristina Torrão, João  J. A. Madeira, José C. Catarino, Luís Alves Milheiro, Maria do Rosário Pedreira e Pedro A. Sande.

E o livro já anda por aí e pode ser adquirido na Amazon.

sábado, 14 de julho de 2018

O Número Três do "romeo"...


Já anda por aí o número três do fanzine "romeo".

O título diz quase tudo: "romeu correia, um académico verdadeiramente incrível".

Ao longo das suas páginas é possível perceber como a Incrível Almadense inspirou o escritor almadense...

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Ainda "Os Passeios Mágicos" com o Romeu


Dos poemas que escrevi ao Romeu Correia, deste caderninho, este é dos que mais gosto:


os passeios mágicos
  
há tanto por contar
nem sei como hei-de começar

quando viajo dentro do passado
recordo algumas coisas que descobri
quando caminhava a teu lado
e percorria os lugares
que trazias dentro de ti

era como se viajássemos de barca
pelo leito do rio da memória
fixando o olhar nas margens
e apontando o dedo
aos imensos casarios com história

sorrio e continuo a sentir
que o melhor das nossas viagens
era quando te tornavas teatral
e pintavas as pessoas como personagens
oferecendo-lhes um brilho especial

há tanto por contar
nem sei como hei-de começar

Luís [Alves] Milheiro

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

"A Quase Opereta de um Amor que Ganhou Pernas Asas e Fugiu"


Quando inaugurei a minha exposição de fotografia, "Arte com História e com Gente", na sede/ Galeria da SCALA, em Almada, aproveitei para lançar dois cadernos de poesia (embora hoje seja fino de "plaquettes" eu chamo-lhes "cadernos de cordel sem corda"...).

Já falei da "Praça Miguel Bombarda" e agora vou falar deste outro caderno...

É a história de uma separação de um amor louco, como normalmente são as paixões e foi inspirado num filme (isto passou-se há um ano...). Depois de escrever esta "quase opereta amorosa" pedi à Sofia Carita para a ilustrar - que fez muito bem... - e só este ano é que resolvi transformá-lo em mais um caderno de poemas...

O mais curioso, foi as duas edições curtas terem esgotado logo nas apresentações...

sábado, 17 de fevereiro de 2018

A "Praça Miguel Bombarda"


Por que este é (ou devia ser...) o blogue mais biográfico no campo das literaturas, apresento aqui, em primeira mão, o poema que dá título ao caderno de poemas que vou apresentar logo à tarde, depois da inauguração da exposição de fotografia, "Arte com Histórias e com Gente".

praça miguel bombarda

é aqui na praça
que nos encontramos

é aqui na praça
que sorrimos
que brincamos
e que nos amamos

e como eu gosto de me cruzar
com esta gente importante
que adora imaginar…

saem dos livros das estantes
e dão vida aos esquecidos
com histórias mirabolantes
que de tão belas e inesperadas
conseguem honrar a memória
dos desaparecidos


segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

"Gena: Olhares com Memória"


Fiz nove poemas para ilustrar nove fotografias de Gena Souza.

Este é um deles (e a imagem...)




tu que remendas redes
quase escondido do mar

são tantas as saudades
que sentes

da tua outra vida…
eu sou quase teu irmão.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

"Romeu Correia entre palavras, olhares e sonhos"


A exposição, Romeu Correia entre palavras, olhares e sonhos", que organizámos na sede da SCALA (entre 11 e 29 de Novembro) foi um êxito.

Todos aqueles a visitaram teceram os maiores elogios. Houve inclusive o interesse por parte de três instituições (duas escolas e uma associação), para que ela se tornasse "itinerante". A ver vamos...

sábado, 18 de novembro de 2017

O número dois do "romeo"...


Já saiu o número dois do fanzine "romeu".

O Título é "romeu correia, escritor de almada (e do mundo, claro...)".

Tem textos e poemas de Luís Milheiro, Orlando Laranjeiro, Joana Cruz, Inês Carvalho e Rita S. Rodrigues.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

"Passeio Mágico com Romeu Correia"


Este é o poema da contracapa do meu livro, "Passeio Mágico com Romeu Correia", também ele de homenagem a Romeu...

Regresso ao Ginjal
  
Mesmo com o Sábado Sem Sol,
Não escondeu a emoção,
No regresso ao Cais do Ginjal...

Saiu do Alfa-Romeo
E deu Um Passo em Frente,
Com as mãos escondidas
No Casaco de Fogo.

Assim que espreitou o Ginjal
Recordou quase tudo,
De uma infância livre e feliz:
Dos primeiros jogos do Desporto-Rei,
Dos passeios de Jangada pelo rio,
Dos espectáculos de Bonecos de Luz,
Das oficinas dos Tanoeiros,
E claro, dos primeiros amores...
Sim, lembrou-se da Roberta,
Mas principalmente da Laurinda,
O seu Amor de Perdição,
A quem chamava: «O Céu da Minha Rua».

Mas também se lembrou de outras
Personagens inesquecíveis.
Era impossível esquecer
O José Bento Pessoa,
Fadista do Trapo Azul
E contador de histórias do Bocage
Ou o Jorge Vieira, conhecido
Como o Vagabundo das Mãos de Ouro,
Por transformar qualquer objecto perdido,
Numa obra de arte.

Os olhos estavam mais brilhantes
Que nunca, neste regresso a casa,
Cansado da sua vida de
Andarilho das Sete Partidas...

                                                    Luís [Alves] Milheiro