
Das várias histórias que rodearam este meu primeiro livro (e logo um romance...), há duas que retenho (e provavelmente vou reter pela vida fora...).
A primeira foi um desabafo de um amigo, pouco ligado aos livros e às letras, que me confessou que o meu livro foi o primeiro que leu sem imagens. E ainda por cima acrescentou que tinha gostado. Senti-me tão reconfortado...
A segunda passou-se num lugar completamente improvável, o Hospital Miguel Bombarda. E foi-me contada por um amigo insuspeito, que tem um filho esquizofrénico, que de vez em vez deixa de tomar medicamentos e torna-se de tal forma violento, que tem de ser internado compulsivamente, para grande dor deste pai.
Numa das visitas começou a falar de livros com um companheiro do filho, que às tantas começou a falar do meu livro, que tinha lido e que tinha gostado muito, com todos os pormenores da história. A única coisa que falhou foi o meu nome, em vez de Luís, chamou-me José Milheiro...
Claro que também fiquei feliz por o meu primeiro romance ser tema de conversa num lugar onde a loucura era uma coisa normal...
4 comentários:
O livro promete-se muito interessante! E de vez em quando é mesmo bom saber que talvez os "loucos" nos entendam...
Beijinhos
um livro é sempre importante em qualquer lugar... mesmo nestes sítios onde as pessoas têm momentos menos lúcidos, ou própiros/normais... é complicado saber lidar com estes rapazes em situação crítica e manter uma conversa, mesmo quando razoavelmente conseguida...
bom trabalho e muitos êxitos
beijinhos
Os livros que se escrevem só ficam completos quando têm leitores. Os escritores gostam de ser lidos,naturalmente...
Um beijo, Luís.
Gostei do livro.
Uma história simples focando os aspectos menos visíveis do futebol, com o enquadramento dos amores e desamores do personagem central.
Pareceu-me um pouco biográfico.
Um abraço.
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